
Para esta exposição foi feito um corte curatorial onde se destacam trabalhos e registros que em sua maioria datam da década de 1970 , e tem como referencia questões de caráter político e territorial como no caso do registro fotográfico da ação realizada no trabalho PAULISTA/97 em 1997, na Av.Paulista, São Paulo, onde o artista aparafusou 100 parafusos de ouro em pedras portuguesa desta avenida ,buscando associar o valor de lastro simbólico do metal e desta avenida ao o que há de mais básico, importante e anódino, o chão onde todos nos pisamos todos os dias. Ou ainda a peça CRUZEIRO DO SUL de 1969/1970, obra em que um cubo de 9 mm de aresta, composto de duas secções transversais :uma de pinho, outra de carvalho, árvores que representam entidades míticas na cosmologia dos Tupis, entidades essas cuja correlação (equivocadamente interpretada pelos jesuítas como Tupã) proporcionava o aparecimento do fogo – por fricção entre as duas madeiras. Este trabalho foi pensado para se constituir sozinho em uma exposição , ocupando uma área de no mínimo 200m2 e será apresentado pela terceira vez no Brasil da maneira que foi originalmente concebido no belo salão do Palácio da Aclamação em Salvador na mostra em sua homenagem "NO TERRITÓRIO VASTO", durante a VI Bienal da UNE, e que foi apresentado pela primeira vez ao público brasileiro na exposição individual intitulada BABEL, no museu da vale do rio doce, Vitória, Espírito Santo em 2006 e no mesmo ano na Estação Pinacoteca de São Paulo,antigas instalações do DOPS, onde hoje funciona um centro cultural.Por Bernardo Damasceno e Tiago Ribeiro
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